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Out
16

GRANDES PROJETOS DE ARQUITETURA PORTO, 16 Outubro 2025

TARKETT Norte
15:30h

No Porto, está a assistir-se a uma mudança dinâmica na arquitetura, com uma crescente necessidade de expandir o mercado habitacional numa cidade em constante evolução. Com o aumento dos preços dos imóveis, muitos residentes estão a procurar habitação nos subúrbios, o que está a alterar drasticamente a paisagem urbana.

Adicionalmente, o contínuo crescimento do turismo e a chegada de expatriados que optam por se estabelecer nas cidades portuguesas têm impulsionado investimentos significativos na indústria hoteleira e no setor de turismo local. Esta tendência não só pressiona o mercado imobiliário, como também dinamiza a economia regional de forma significativa.

Para fazer face a estes desafios, especialistas advogam a urgente necessidade de construir novas habitações para equilibrar a oferta e a procura. Num contexto contemporâneo de crescente consciência ambiental, há uma demanda crescente por eficiência energética e sustentabilidade, o que está a redefinir os rumos da arquitetura urbana e a promover a inovação e modernização.

Dentro deste panorama, o Grupo Via está a organizar a terceira edição do evento “Novos Projetos de Arquitetura Porto“, onde os principais ateliers de arquitetura da cidade apresentarão as suas mais recentes criações. Esta iniciativa oferecerá uma oportunidade única para explorar como a arquitetura no Porto está a adaptar-se e a evoluir em resposta aos desafios contemporâneos, contribuindo para um futuro urbano mais sustentável e dinâmico.

Joao Monteiro
Arquiteto
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Ricardo Camacho
Moderador
Filipe Madeira
Arquiteto
empresa-1442205000192131307
Rui Dinis
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André Camelo
Arquitecto
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Manuel Vilhena
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Diogo Aguiar
Arquitecto Fundador
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Samuel Gonçalves
Arquitecto
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Paula Santos
Arquiteta Fundadora
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Adriana Floret
CEO
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No passado 16 de outubro  o Grupo Vía organizou uma nova edição do encontro Grandes Projetos de Arquitetura Porto, uma conferência dedicada à reflexão sobre o impacto da arquitetura na transformação urbana, social e habitacional.  O evento decorreu no showroom da TARKETT, em Vila Nova de Gaia, e contou com o apoio da TARKETT e da CISA. Durante a tarde foram apresentados projetos de diferentes escalas e contextos por uma seleção de ateliers portugueses.

Com moderação do Arquiteto Ricardo Camacho, participaram como oradores: João Monteiro (BROADWAY MALYAN), Manuel Vilhena Roque (PITAGORAS GROUP), André Camelo (CREA), Adriana Floret (FLORET ARQUITECTURA), Henrique Marques (SPACEWORKERS), Samuel Gonçalves (SUMMARY), Diogo Aguiar, Filipe Madeira (FMVS ATELIER DE ARQUITECTURA) e Paula Santos (PAULA SANTOS ARQUITECTURA). O painel refletiu a diversidade de abordagens e contextos que caracterizam os grandes projetos de arquitetura atualmente em desenvolvimento na região.

João Monteiro, da BROADWAY MALYAN, abriu o painel com três projetos representativos da nova centralidade empresarial do Porto — Viva Offices, Porto Office Park e Heart of Porto. Destacou como estes empreendimentos contribuem para redefinir o espaço urbano, conjugando eficiência, sustentabilidade e identidade arquitetónica.

Manuel Vilhena Roque, do PITAGORAS GROUP, apresentou o Estudo 24.6, um conjunto habitacional em Guimarães com mais de 6.100 m², desenvolvido com base em princípios de habitação modular. A proposta explora soluções de repetição controlada, tipologias compactas e um desenho que permite flexibilidade de uso.

André Camelo, do estúdio CREA, mostrou duas intervenções de reabilitação emblemáticas no Porto: a recuperação da bancada do Estádio Universitário, incluindo a nova sede do CDUP, e a ampliação da Escola dos Correios. Em ambos os projetos, a proposta parte do edifício existente, respeitando a sua linguagem original e acrescentando elementos contemporâneos com soluções construtivas rápidas e adaptáveis.

A arquiteta Adriana Floret, da FLORET ARQUITECTURA, apresentou uma residência sénior em Matosinhos, centrada na criação de espaços de uso coletivo e atmosferas acolhedoras. O projeto valoriza o bem-estar físico e emocional dos residentes, através de percursos intuitivos, luz natural e ambientes domésticos.

Henrique Marques, do atelier SPACEWORKERS, falou sobre as Residências Séniores de Cete, implantadas em zona rural. A proposta desenvolve-se a partir de um diálogo com a topografia e com o ambiente construído pré-existente, criando um conjunto sereno, com forte ênfase na tectónica e no ritmo espacial.

Samuel Gonçalves, do estúdio SUMMARY, optou por uma intervenção mais conceptual, refletindo sobre a forma como habitamos e como a arquitetura está ligada à memória coletiva. A partir de imagens de arquivo, abordou os desafios atuais da construção, como o aumento de custos e a escassez de mão de obra, e defendeu a industrialização como resposta possível, propondo métodos construtivos mais racionais e eficientes.

Diogo Aguiar do DIOGO AGUIAR STUDIO  apresentou o Edifício Pedagógico da ESAD, desenvolvido no âmbito de um concurso público para a escola de artes e design em Caldas da Rainha. A proposta destaca-se pela integração com o campus existente, recorrendo a formas puras e soluções espaciais que favorecem a criatividade e a interação entre disciplinas.

Filipe Madeira, do FMVS ATELIER DE ARQUITECTURA, expôs o projeto de habitação coletiva  em Lordelo do Ouro (Porto), concebido a partir de uma leitura crítica das necessidades urbanas. O edifício combina pragmatismo e sensibilidade arquitetónica, apostando numa implantação respeitadora do entorno.

Paula Santos, da PAULA SANTOS ARQUITECTURA, encerrou o painel com o Colégio Efanor, em Matosinhos. O projeto articula ensino secundário e equipamento desportivo numa estrutura coesa e funcional, onde a clareza formal e a lógica espacial respondem a um programa complexo com fluidez e rigor.

O evento terminou com um debate aberto entre oradores e público. A partilha de experiências confirmou que os grandes projetos de arquitetura não se medem apenas pela escala, mas também pela sua capacidade de gerar impacto social, promover inovação e contribuir para cidades mais habitáveis e equilibradas.

 

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